Eu, tu, ele. IV

Palavras machucam, autor não identificado
A segunda sugestão para lidar com os outros é deixar o grupo decidir. Não foi isso que Jesus disse em Mateus 18.17? Mas, se a pessoa que pecou não ouvir essas pessoas, então conte tudo à igreja. E, se ela não ouvir a igreja, trate-a como um pagão ou como um cobrador de impostos. O que quer dizer conte tudo à igreja? Conte tudo depois de falharem os dois ou três procedimentos, como foi recomendado nos versículos anteriores. Quer dizer que todos precisamos de conselhos que sejam de consenso do grupo ao qual pertencemos. Esse consenso como autoridade é inerente à democracia. E tem que ser assim na igreja também: deixe a igreja decidir. 
Outra sugestão é a tolerância. A tolerância é o oposto da dominação. Ela recomenda o seguinte: aceitar o outro como pessoa singular que ele é; aceitar que o outro tenha suas próprias decisões na vida; o outro é único, por isso ele pode cometer os seus próprios erros. Dar permissão para errar e para falar o que quiser sem ser reprimido, criticado ou afastado, desde que ele não reprima, critique ou fira alguém. Enquanto as decisões dele lhe afetarem somente a própria vida, ele tem que ser soberano para decidir. 
Vejamos como isso aconteceu nos evangelhos. Simão Pedro recebeu apenas um aviso, mas ele não foi intimidado por ter negado Jesus, apesar de ter sido avisado. Não aconteceu assim com os maus fariseus. Eles foram expostos e intimidados das maneiras mais determinantes possíveis das suas atitudes, de seus destinos e de tudo mais que Jesus pode apresentar contra eles. Por que essa diferença? Porque eles estavam destruindo vidas. Jesus jantou com Simão, o fariseu, numa festa que reuniu diversos tipos de pessoas. Nunca se soube de um líder religioso que teve tanta tolerância e aceitação com pessoas fracas como seu anfitrião. 
A última sugestão é o perdão. Onde ocorrem as injúrias e as injustiças reais a única solução é o perdão. Aqui não cabe tolerância ou aceitação, só perdão.  Acreditemos sempre que a justiça acontece a todo mundo. Mas nós também ofendemos as outras pessoas sem querer. Eu tento fazer a coisa certa, mas não consigo. Intimamente eu não tenho o desejo de ofender, pelo menos na minha consciência, mas sei que na minha sinceridade eu ofendo as pessoas sem querer. Acontece mesmo. E vocês também fazer isso com outras pessoas. Ninguém escapa disso. Foi por causa disso que Jesus escolheu para ser seu rebanho este povo. O povo que se sente aceito, mesmo quando não é compreendido; que quer amar e ser amado; que quer perdoar e ser perdoado. (continua)

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