Sustentabilidade de quem?

A falácia da sustentabilidade ou greenwashing. Iorley C. Lisboa
Se países como Brasil, China e Índia resolverem copiar o estilo de vida dos países ricos, a conta não fecha. Seriam necessários cinco planetas Terra para atender a tamanha demanda. Discurso de Sha ZuKang, Secretário Geral da ONU na Rio+20.

Quando ouço os termos ambientalista, ecologista, crescimento sustentável e, o que mais gosto, aquecimento global, confesso que não sei quando, nem como e nem por que a igreja de Jesus Cristo, no Brasil, embarcou nessa canoa furada. E o pior de tudo é que não somente embarcou, mas tomou o leme, fazendo com que seus membros acreditassem que esta é uma missão na qual o todo cristão deve obrigatoriamente estar engajado.

Não é coisa recente a minha indignação contra a falácia do aquecimento global. Tenho insistido neste tema em várias ocasiões nas minhas meditações, mas agora quero passar a abordar também esta outra grande falácia, a da sustentabilidade.

Os alarmistas, principalmente os aquecimentistas, que são, na verdade, mais mentistas do que aque, não se fadigam de propagar o fim dos tempos por meio dos efeitos da superpopulação e da ação predatória do nosso planeta. Dizem que a migração do homem do campo para as cidades tem provocado um aumento substancial na poluição do planeta, bem como no efeito estufa da atmosfera e no crescimento da camada de ozônio. Mas eles não dizem que todas as cidades do mundo juntas não ocupam mais de 0,05% da superfície do planeta, e que, descontadas as áreas não construídas, esse número cai para 0,005%. Falando apenas em termos de Brasil, um país que tem um território de 8,5 milhões de km² e uma população menor do que 210 milhões de habitantes, teríamos mais de 4 mil metros de terra por habitante, o que, nem de longe, o faz configurar como um país populoso.

Então a questão não é gente demais e sim, como alertou Zukang, gente querendo ser gente, como são as pessoas dos países desenvolvidos. Ou seja, nós, os brasileiros, temos que retroagir o nosso crescimento a zero, porque os países desenvolvidos não querem abrir mão das conquistas sociais de seu povo, mesmo que essas beirem as raias do ultra-supérfluo.

Nossa meta é: Crescimento zero na indústria, mas utilizando tecnologia e insumos que rendem a eles bilhões em royalties; crescimento zero na agricultura familiar, pois ela não se adequa ao modelo sustentável, porque as máquinas custam caro, bem como caro são as sementes ecologicamente adequadas produzidas pelas multinacionais.

Não ser ambientalista, ecologista ou favorável ao crescimento sustentável se transformou em um pecado para o qual não existe perdão. Qualquer um que negue que tais elementos são verdadeiros já vestiu a capa do Judas moderno e tem mais é que se enforcar na árvore mais próxima.

Não é verdade que estas falácias visam a preservação do planeta para as gerações futuras. A verdade nua e crua é que temos que morrer como produtores e consumidores para que os países ricos não percam a sua estabilidade social. Essa sim é a sustentabilidade desejada. Porém, não foi isso que nos ensinou Jesus Cristo, quando falou a respeito daqueles que matam tanto o nosso corpo de ser humano, quanto o nosso espírito de brasileiro: Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo. Mateus 10.28

 
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