Orar a quem?

Fariseu e o publicano por Eikon Bible Art
Com chave de ouro o tema é fechado por Jesus com a parábola do fariseu e o publicano, talvez o exemplo mais comum entre exaltação e humilhação. Ao arrolar o comportamento desses antagônicos expoentes da sociedade judaica, Jesus também faz com que indistintamente todas as pessoas estejam incluídas. Nela estamos quando achamos que é justa a reivindicação dos trabalhadores da primeira hora; quando contabilizamos o que nos caberá no Reino de Deus; quando defendemos a nossa herança contra os irmãos pródigos.
É interessante que Jesus coloca o fariseu e o publicano lado a lado, numa mesma cena, imbuídos de um mesmo propósito: ambos subiam ao Templo para orar. Aqui ele declara de modo incontestável como Deus nos vê como pessoas, sempre lado a lado, sempre no mesmo nível. Porém, mais do que simplesmente colocá-los no mesmo plano, Jesus descreve o seu momento de maior intimidade com Deus: a oração silenciosa. Ali, sem que ninguém tenha conhecimento, sem qualquer interferência externa, cada um frente a frente com seu Deus. O que Jesus descreve é o lado imperceptível do coração a todos em volta, é o intimo, o impenetrável.
O saudoso pastor Rubem Alves assim interpretava: O fariseu ajoelhou-se diante do Deus verdadeiro e orou a um ídolo; o publicano ajoelhou-se diante de um ídolo e orou ao Deus Altíssimo
O que começou com uma simples questão entre exaltação e humilhação; entre ser o primeiro ou ser o último; ser o maior ou ser o menor, de repente ficou sério. Parece que o contexto não importa, o momento, menos ainda. Sobre todos prevalece a regra simples: aquele se exaltar era humilhado, porém aquele que se humilhar será exaltado. 

Leitura: Lucas 18.9-14

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