Evidências históricas

Obra de Josefus
Já há algum tempo eu venho prometendo postar evidências históricas que provam que um homem judeu chamado Jesus viveu no primeiro século de nossa era e que, após ter sido crucificado por ordem do Império Romano, ressuscitou, tornando-se o líder máximo de uma nova religião por nós chamada atualmente de Cristianismo. Vamos a elas.
Gaio Suetônio Tranquilo, autor das biografias sobre doze Imperadores Romanos, de Júlio César a Domiciano. Na sua obra escrita por volta dos anos 120 denominada De Vita Caesarum, encontramos ao menos duas citações que nos interessam:
Como os judeus, por instigação de Chrestus, estivessem constantemente provocando distúrbios, ele [Imperador Claudio] os expulsou de Roma.
Nero infligiu castigo aos cristãos, um grupo de pessoas dadas a uma superstição nova e maléfica.
Quintus Septimius Florens Tertullianus (160-220 a.D.) falando sobre o ódio contra os cristãos afirma:
Mas, cristãos, até onde se refere ao significado do termo, é derivado do ungido. Isso mesmo, e mesmo quando é erroneamente pronunciado por você como 'Chrestianus' (por que você nem mesmo sabe exatamente o nome que odeia), ele vem cheio de ternura e bondade. Portanto, você odeia inocentes, com um nome sem culpa.
Lucio Célio Firmiano Lactâncio (240-320 a.D.) fala do erro de pronúncia da palavra christus.
Mas, apesar de Seu nome, que o supremo Pai deu a Ele desde o princípio, não seja conhecido senão por Ele mesmo, ainda assim ele tem um nome entre os anjos e outro entre os homens, desde que é chamado de Jesus. Mas, Cristo não é um nome próprio, mas um título de Seu poder e domínio; pois assim é que os judeus estavam acostumados a chamar seus reis. Mas o significado desse nome deve ser declarado, em função do erro de ignorantes, que ao mudar uma letra, estão acostumados a chama-lo de Chrestus.
Yosef ben Mattityah ou, como é mais conhecido, Tito Flavius Josefus (37-100 a.D.) escritor de Guerras dos Judeus e Antiguidades Judaicas faz referência a Tiago, irmão de Jesus, o Cristo:
Anano, um dos que nós falamos agora, era homem ousado e empreender, da seita dos saduceus, que, como dissemos, são os mais severos de todos os judeus e os mais rigorosos no julgamento. Ele aproveitou o tempo da morte de Festo, e Albino ainda não havia chegado, para reunir um conselho diante do qual fez comparecer Tiago, irmão de Jesus chamado Cristo, e alguns outros; acusou-os de terem desobedecido às leis e os condenou ao apedrejamento. Esse ato desagradou muito a todos os habitantes de Jerusalém, que eram piedosos e tinham verdadeiro amor pela observância das nossas leis.
A segunda declaração faz referência direta a Jesus e é ainda mais explícita:
Nesse mesmo tempo apareceu Jesus, que era um homem sábio, se todavia devemos considera-lo simplesmente como um homem, tanto suas obras eram admiráveis. Ele ensinava os que tinham prazer em ser instruídos na verdade e foi seguido não somente por muitos judeus, mas mesmo por muitos gentios. Ele era o Cristo.Os mais ilustres da nossa nação acusaram-no perante Pilatos e ele fê-lo crucificar. Os que o haviam amado durante a vida não o abandonaram depois da morte. Ele lhes apareceu ressuscitado e vivo no terceiro dia, como os santos profetas o tinham predito e que ele faria muitos outros milagres. É dele que os cristãos, que vemos ainda hoje, tiraram seu nome.
Públio Cornélio Tácito (55-120 a.D.), historiador romano em sua obra Anais Da Roma Imperial que fala sobre o incêndio de Roma:
Para destruir o boato (que o acusava do incêndio de Roma), Nero supôs culpados e infringiu tormentos requintadíssimos àqueles cujas abominações os faziam detestar, e a quem a multidão chamava cristãos. Este nome lhes vem de Cristo, que, sob o principado de Tibério, o procurador Pôncio Pilatos entregara ao suplício. Reprimida incontinenti, essa detestável superstição repontava de novo, não mais somente na Judéia, onde nascera o mal, mas anda em Roma, pra onde tudo quanto há de horroroso e de vergonhoso no mundo aflui e acha numerosa clientela.
Luciano de Samosata, satirista grego do século II. Um dos grandes perseguidores aos cristãos, chegando a ridiculariza-los. Também que a Bíblia não teria muito tempo de vida:
... o homem que foi crucificado na Palestina porque introduziu uma nova seita no mundo... Além disso, o primeiro legislador dos cristãos os persuadiu de que todos eles seriam irmãos uns dos outros, após terem finalmente cometido o pecado de negar os deuses gregos, adorar o sofista crucificado e viver de acordo com as leis que ele deixou.

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