Confissão: caminho do perdão

Jeremias, Baruc e Jeoaquim por Malcolm Mackinnon
O livro de Baruc encontrado na Vulgata, a Bíblia que nos acostumamos a chamar de Católica, é de uma preciosidade ímpar ao nos mostrar a necessidade da confissão de pecados. Reconhecer que Deus é Deus e santificar o seu nome, está acima de qualquer outro propósito na oração, mas não antes de reconhecermos a nossa pequenez e de nos colocarmos no nosso devido lugar. Dessa condição qualquer um na condição de orante está isento. Porque Deus reina muito acima dos limites estreitos que a natureza humana está condicionada a viver e o simples fato de desviar o seu olhar para enxergar a nossa situação e de inclinar seus ouvidos para nos ouvir, já é muito mais do que podemos almejar. Por se encontrar entre a vida e a morte, Baruc se vê no limiar da fronteira entre o homem e Deus, e ainda assim consegue perceber que a sua miserável vida é o coloca em um estágio superior aos que se encontram no mundo dos mortos. Baruc quer dizer que a alma faminta do errante encurvado pode prestar culto, ainda que este esteja no limite da existência. Mas ele reconhece que é Deus, exclusivamente Deus, quem manifesta em nós a sua justiça e a sua glória. Se não tivermos a noção exata desta desproporcionalidade a nossa oração será apenas uma lista interminável de petições. Vivemos permanentemente entre o pecado e a graça. Moramos entre a tristeza da confissão e a alegria do perdão. Retirar de nossa vida qualquer um destes elementos é fazer com que percamos completamente a direção que a mensagem do evangelho nos aponta.

Leitura: Baruc 2.11-20.

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