Implicações da cruz

Por que me abandonaste? Aldo Pacheco
Estar crucificado implica em três coisas: o crucificado tem os olhos voltados sempre para uma só direção; ele não pode voltar atrás; ele não tem mais planos próprios. Ainden Wilson Tozer

Autor de mais de quarenta livros, o rev. Tozer é constantemente lembrado por suas frases inspiradoras e desafiadoras, embora a maioria delas sejam bastante cáusticas. Em resumo, o seu ministério pode ser qualificado com uma perfeita expressão do que exigido pela profecia bíblica, pois ainda que vivendo os conturbados dias do pós guerra e do ativismo político em seu país, nunca foi flagrado em uma declaração infeliz.

Infeliz mesmo é não poder dizer o mesmo dos líderes evangélicos de maior projeção da igreja brasileira. Enquanto um chora diante das câmeras implorando aos seus fiéis ofertas para bancar o seu estilo extravagante de vida, um outro é useiro e vezeiro em se valer de declarações estapafúrdias para justificar as alianças políticas e religiosas equivocadas que realizou em seu grande parte do seu ministério.

O que, então, Tozer teria a nos dizer com o pensamento supra citado? O que realmente significa o conceito paulino de estar crucificado com Cristo? Tozer ressalta três elementos que julga serem fundamentais.

O crucificado tem os olhos voltados sempre para uma só direção.
Sou partidário da ideia de que Cristianismo e Maçonaria não são coisas que se coadunam, muito embora tenha que admitir que meus conhecimentos sobre essa antiga ordem não passam da qualificação de ridículos. Porém, o que me foi dado a entender do Cristianismo me autoriza a apoiar esse fundamento. Tozer não quis dizer que o cristão é um samba de uma nota só, ou mesmo um alienado acerca dos problemas globais, mas ele disse que o olhar crítico do cristão sobre todas as coisas tem que ser do ponto de vista proposto pelo Cristo no seu sacrifício na cruz do Calvário.

Paulo disse a mesma coisa com outras palavras: I Co 1.17 - Porque não me enviou Cristo para batizar, mas para pregar o evangelho; não com sabedoria de palavra, para que se não anule a cruz de Cristo. Imaginem um pastor que abre mão de realizar um importante sacramento em favor da disseminação do evangelho sem deixar atrás de si um rastro de fiéis que venham a se orgulhar diante da sua congregação por ter sido por ele batizado. Mesmo ele, Paulo, mais adiante do seu ministério se vangloriar de ter batizado grandes nomes do Cristianismo primitivo. Não dá para entender como os ministros da atualidade se propõem a formar até mesmo uma bancada para defender na assembleia o direito dos evangélicos, e, é claro, o direito de ser unanimemente reprovado pela população.

Tanto Paulo quanto Tozer afirmam que importa que o evangelho seja pregado na sua maior integridade e fidelidade. Para que isso aconteça o cristão não pode estar compromissado com outros movimentos que possam exigir fidelidade a uma outra causa, que não seja a de Cristo.




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