A semente de mostarda

A semente de mostarda, Annette Kraub
Jesus contou outra parábola. Ele disse ao povo: — O Reino do Céu é como uma semente de mostarda, que um homem pega e semeia na sua terra. Ela é a menor de todas as sementes; mas, quando cresce, torna-se a maior de todas as plantas. Ela até chega a ser uma árvore, de modo que os passarinhos vêm e fazem ninhos nos seus ramos. Mateus 13.31-32

Texto baseado em sermão do rev. Garrison.

Quanta gente há cuja vida por um fio? Quanta gente há que está prestes a se entregar ao desespero? Quanta gente há que está pronta a terminar com o seu casamento após anos de tentativa? Quanta gente há que já não mais procura o seu caminho nesse mundo? Quanta gente há que desistiu das mudanças porque viu que nada funciona?

Você se sentiu assim? Todos nós, é claro. A tentação é desanimar nos relacionamentos; nos projetos; nos sonhos; nas esperanças e até de nós mesmos. Alguns dos discípulos de Jesus sentiam o mesmo. Eles eram tentados a desanimar de seguir o Mestre. Será que valeria mesmo a pena? Seguir Jesus faria alguma diferença neste mundo? A questão que João Batista levantou estava latente no coração de cada discípulo. A pergunta era essa: Mt 11.3 - O Senhor é aquele que ia chegar ou devemos esperar outro? É possível que este carpinteiro de Nazaré desconhecido de todo o mundo poderá conseguir tudo o que promete? É possível que ele seja de verdade o Messias de Deus? É possível que ele pudesse enfrentar toda aquela estrutura poderosa do Império Romano aliada às autoridades eclesiásticas de Jerusalém? Então por que está demorando tanto?

Isso nós podemos compreender e até termos certa simpatia. Porque o mal parece tão virulento, tão vitorioso, tão venenoso que qualquer mudança tem que demorar um tempo, o seu progresso é muito devagar e a sua concretização é difícil. Parece que nada está mudando neste mundo, ou se está mudando é para pior.

A nossa impaciência provoca o desânimo, e o desânimo produz a incriminação própria. Por isso nós reclamamos dizendo: Se eu tivesse pelo menos mais fé, a coisa seria diferente. Se tivesse eu a fé bastante para enfrentar esse processo esmagador de vida. Minha fé simplesmente não basta. Nós reclamamos como se tudo dependesse do tamanho da nossa fé. Por isso esmorecemos culpando a nossa própria insuficiência. “Se eu tivesse mais fé...”. O resultado disso é que o nosso mau humor acaba com as nossas energias. Ele se espalha nos outros como uma doença altamente contagiante.

A resposta de Jesus aos discípulos de ontem e de hoje é penetrante e perspicaz. Seu antídoto para a nossa impaciência que está arraigada na nossa impotência é simplesmente contar uma parábola. Uma parábola que é estranha, curta e direta. Ele está nos dizendo que antes de desanimar e achar que nada vale a pena consideremos a semente de mostarda: Mt 13.31-32 - O Reino do Céu é como uma semente de mostarda, que um homem pega e semeia na sua terra. Ela é a menor de todas as sementes; mas, quando cresce, torna-se a maior de todas as plantas. Ela até chega a ser uma árvore, de modo que os passarinhos vêm e fazem ninhos nos seus ramos.




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