Morte e vida

Severina, autor não identificado
Meditação baseada em sermão do rev. Garrison.

A lei natural do terra à terra, cinza à cinza, pó ao pó não pode explicar a situação humana. Tem que haver algo além disso, e esse algo além existe, só não aparece na natureza. Existe uma outra ordem não visível sob a qual a humanidade fica refém: a culpa do ser humano e o julgamento de Deus.

A humanidade toda está sujeita à lei natural. É claro que somos terra à terra, cinza à cinza, pó ao pó. Isso serve para nos lembrarmos de que não somos deuses ou que não somos como Deus. Primeiramente, nós temos que morrer porque nós somos pó. Assim estamos submetidos, como estão todos os demais seres vivos. Mas em segundo lugar, nós temos que morrer porque somos culpados. Essa é a lei moral. É uma lei sob a qual apenas os humanos estão sujeitos, o que já não acontece com os dos demais seres vivos.

Ambas as leis são igualmente verdadeiras e ambas estão declaradas na Bíblia. Mas mesmo assim, nunca achamos que a morte é uma coisa normal ou natural. Nós achamos que a morte é contrária às leis da natureza. Nós achamos que a morte é terrível, e a prova disso é que existe dentro de nós uma compulsão que se rebela contra a morte sempre e onde quer que ela apareça. Ficamos extremamente revoltados com a morte de uma criança, pior ainda de um bebê. Rebelamos-nos contra a morte de um jovem. Sentimos a profunda tragédia da morte de uma pessoa de idade, com toda a sua sabedoria, experiência e personalidade insubstituível. Rebelamos-nos contra o nosso próprio fim, porque o nosso fim é tão indefinido quanto inevitável.




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