Crianças brincando I

Crianças brincando, Neli Neto
Leia Lucas 7.28-35

Meditação baseada em um sermão do rev. Garrison com o mesmo título.

Se você morresse hoje teria cumprido o aquilo para o qual nasceu? Qual é o propósito da sua vida? O que você escreveria no seu epitáfio? Mudando agora o foco. Como você imagina que Deus responderia essas perguntas sobre você, uma vez que ele tem um propósito para cada um, e, logicamente tem também um plano para a sua vida?

Como eu sei bem que isso é verdade? Eu posso recapitular vários segmentos da minha vida e identificar neles nitidamente o propósito de Deus. Não quero dizer com isso que sempre respondi sim ou que realizei esses propósitos, mas que a minha vida experimentou momentos fantásticos quando consegui me aproximar de alguns deles. Quero dizer também que quanto mais velho eu fico, mais consigo entender qual é o propósito de Deus para a minha vida, pois posso afirmar que estou perto de realizar uma mudança radical, para a qual venho sendo há muito preparado. Tudo o que sei é que eu nasci para ser um comunicador da graça de Deus.

Quando perdemos a noção do propósito das nossas vidas, perdemos junto a seriedade. Tornamos-nos negativos, nos tornamos críticos, obstinados, resistimos a todas as ofertas de mudança que Deus nos oferece e o resultado disso é a nossa indiferença. Como eu sei bem disso também, e penso que todo mundo sabe, pois acontece com todos nós, é claro. Os sinais de indicam que passamos por essas situações são esses: a nossa indecisão; a nossa pretensão e a nossa confusão.

Foi exatamente isso que aconteceu com os fariseus do nosso texto. Eles rejeitaram a pregação de João Batista, resistiram firmemente ao ministério de Jesus Cristo, e vale lembrar que eles eram os líderes religiosos dos seus dias. A verdade é que: o que aconteceu a eles pode muito bem acontecer a nós. Nós podemos muito bem nos fazer religiosos a ponto de nos tornarmos rígidos, fechados e cheios de preconceitos contra os outros. Contudo, nós não podemos nos fazer religiosos o suficiente para nos libertar e para nos dar o poder de amar. Foi por causa dessa grave doença espiritual dos fariseus que Jesus contou a parábola das crianças brincando na praça: mas com quem posso comparar as pessoas de hoje? Com quem elas são parecidas? Elas são como crianças sentadas na praça. Um grupo grita para o outro: “Nós tocamos músicas de casamento, mas vocês não dançaram! Cantamos músicas de sepultamento, mas vocês não choraram!”



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