Ouviste o que foi dito? III

Jesus escrevendo na areia, Stone
Podemos fazer e podemos fazer agora mesmo, onde quer que estejamos e do jeito que nos encontramos, nós podemos tomar uma decisão. Uma decisão madura, uma decisão de fé, uma decisão definitiva. Diga para si mesmo o seguinte: em Jesus Cristo eu sou aceito. Em Jesus Cristo eu sou realmente amado. Em Cristo eu resolvo que sou aceito como eu sou, assim como creio também que os outros são aceitos como são. Não porque eu tento cumprir a lei. Não porque sempre busco a perfeição. Não por causa dos meus méritos.

A diferença não está no fato de não precisar mais cumprir a lei. Porque por mais que eu creia no que está aqui escrito, e mesmo que eu diga que não vou mais cumprir a lei, a minha índole não vai permitir. Eu estou mergulhado até o pescoço nesta obstinação. É muito difícil para mim me livrar dela. Mas eu não preciso mais viver atormentado por não ter alcançado um objetivo que nunca alcançarei. Não preciso mais me condenar por uma falta que me perseguirá até a morte. A diferença está na fé que Deus me ama assim mesmo, do jeito que eu sou. Ainda que eu não cumpra todos os mandamentos. Ainda que eu não cumpra a maioria dos mandamentos. Ainda que eu não consiga cumprir qualquer dos mandamentos. O maior presente que o mundo já recebeu não lhe custou nada, porque Deus amou o mundo de tal maneira, que entregou seu Filho unigênito para resgatar o mundo de volta para si.

Esse amor aceita como sou, mas me deixa como antes, coberto de culpa, tomado pelo medo, cheio de vergonha e repugnando a mim mesmo. Ele me transforma na pessoa que eu gostaria de ser e nunca consegui ser.

A partir daí não mais existirá nada que possa justificar aquela terrível sensação de não nos sentirmos bem, pois Deus me ama. Ele me transforma na pessoa que se sente adequada, mesmo reconhecendo toda a sua imperfeição. Ele me transforma até que eu veja que as outras pessoas são amadas também.

Deus aceita o pecador é o coração da mensagem do evangelho que liberta. Nos liberta do legalismo que nos tem dominado desde a infância. Liberta-nos para termos a convicção que Deus nos ama. Liberta-nos para conhecer o perdão de Deus. Nos liberta das amarras que nos impedem de sermos novas criaturas.

Não é nada fácil tentar entender a profundeza do amor contido na mensagem do evangelho para nós. Por isso é que precisamos da ajuda de Deus para retirar as barreiras que o mundo nos impõe e as barreiras que nós mesmos criamos ao longo de nossas vidas. Barreiras que nos atrapalham e nos confundem na caminhada que empreendemos para crer nesse amor. Deixemos que Deus nos transforme por dentro e por fora, dando-nos a motivação para entender que as motivações da lei são legais e sim espirituais e que a exigência única é amarmos uns aos outros. Que seja essa a nossa oração.

Ouviste o que foi dito pelo mundo; pelos pais; pelos avós, pelos mais velhos, pela religião; pelas convicções; pela superstição e pela magia?

Eu, porém, vos digo.

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