Pensando certo III

Na mão de Deus por  Lorenzo Quinn
E a paz? A paz se origina na graça. Paz é a reunificação daquilo que foi fragmentado. Para Paulo a paz era inseparável da cruz. Nós temos paz com Deus hoje por meio da morte de Jesus Cristo na cruz. Não existe paz até reconhecermos que somos amados por Deus por meio da morte de Jesus na cruz, não existe paz até nos sentirmos perdoados por meio da morte de Jesus na cruz. Não existe paz até reconhecermos que somos aceitos por Deus porque Jesus morreu na cruz.

Essa paz nos torna aptos a aceitarmos a nós mesmos e aos outros. Aquele conflito danado dentro de nossa consciência acabou. Agora estamos prontos a nos tornar pacificadores no mundo cheio de conflito. A condenação e a rejeição própria são redimidas quando nós aceitamos a morte de Jesus na cruz como nossa derradeira esperança. A paz é a confirmação incontestável de que nós temos experimentado a graça de Deus. Paulo entendeu o quanto a igreja de Colossos precisava disso. O quanto eles precisavam de pensamentos certos.

Vamos analisar o restante do texto para vermos o que ele diz para nós hoje. Observem o que diz o verso 15: Cristo é a adequação suprema de Deus. A centralidade instituída de Cristo é o que Paulo queria anunciar para contestar os gnósticos que se recusavam a crer que a encarnação era a revelação verdadeira de Deus. Paulo queria estabelecer que Cristo foi Deus encarnado num ser humano. Isso anulava qualquer suposição gnóstica de Cristo ser um ser celestial imaterial. Também desmascara a simplicidade enganadora dos que dizem que são muitos os caminhos que levam a Deus. Os gnósticos estavam numa procura infindável para encontrar o verbo eterno, a sabedoria, a razão. Por isso Paulo apresentou tão claramente o evangelho. Cristo é a revelação visível do Deus invisível. É nele que reconhecemos a natureza perfeita da Deus. (continua)

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