Cisco no olho II

Inspetor de respingos na igreja, autor não identificado
Você acha que uma igreja é tão boa quanto qualquer outra igreja? Você é daqueles que acham que todos os caminhos conduzem a Deus? Algumas chamadas igrejas não passam de um negócio financeiro. Algumas têm propostas sérias e outras não. Como vamos fazer então? Vamos bater palmas para todas elas e não julgar nenhuma? E quando vemos os seus líderes flagrados em escândalos ou indiciados nas operações que as justiça do homem julga como fraudulentas, achamos que é obra do Diabo contra os ungidos do Senhor? É por essa e por tantas outras circunstâncias que temos que ter um padrão. Temos que ter uma régua justa. Mas o nosso julgamento pode ser falho e imperfeito? Claro que pode, mas a única alternativa é a recusa em julgar e isso é infinitamente pior.

Observem as palavras de Jesus Cristo: Não julguem as pessoas para que Deus não julgue vocês. Aqui a ironia é muito mais incisiva. Jesus está dizendo: Vocês querem escapar do julgamento, então sejam coerentes: não julguem ninguém. A essência do julgamento é que ele se apresenta sempre como uma faca de dois gumes. As pessoas aplicarão em você o mesmo padrão que você aplica nelas elas. É sempre assim e assim deve ser. Por exemplo: Se você critica os espiritualistas pela sua caridade que no seu julgamento parece ser interesseira, aplique a si o mesmo padrão. Qual é objetivo último da sua caridade, se é que ela existe? (continua)

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