Nem precisa de legenda

Nem precisa de legenda 
Mas será que é a mim que eles estão ferindo? Eu afirmo que não! Eles estão ferindo a si mesmos e vão passar vergonha. Assim eu, o Senhor Deus, derramarei a minha ira e o meu furor sobre este lugar. Descarregarei o meu furor sobre as pessoas e os animais e até sobre as árvores e as plantações. E a minha ira será como um fogo que ninguém pode apagar. Jeremias 7.19-20

Albert Einstein disse certa vez: Insanidade é continuar fazendo sempre a mesma coisa e esperar resultados diferentes. Então, nesta hora em que o mundo tem se voltado para discutir e tentar resolver as preocupações que, pela sua exclusiva visão, julga serem as mais prementes, cabem bem as seguintes perguntas:

Como esperar a paz mundial quando a maioria da população discute a liberação do porte de armas, mesmo sabendo muito bem que arma é o principal instrumento de guerra, e que é a venda de pequenas armas de uso pessoal que financia os projetos para fabricação de armamentos mais eficazmente destruidores?

Como ansiar por um mundo de iguais oportunidades quando damos aos cães o privilégio de um lugar à mesa, mesa da qual não permitimos que os necessitados comam sequer as migalhas que caem debaixo dela?

Como almejar tranquilidade e segurança para os nossos filhos quando incutimos na cabeça de todos os jovens que os bens de consumo são essenciais; que eles têm que possuir tal modelo de celular; usar tal marca de tênis e comercializarmos tais produtos a um preço tão escorchante que somente uma pequena parcela da sociedade pode adquiri-los?

Como cobrar da classe política honestidade e seriedade quando, desde muito tempo a máxima do Barão de Itararé “negociata é um negócio para o qual eu não fui convidado” tem se cumprido fiel e regularmente?

Como sonhar com um mundo onde o amor prevaleça, quando somos nós que escolhemos a quem, o que, quando, onde amar, de que modo e até onde amar?

Como imaginar que a vida possa um dia ser valorizada quando queremos ter nas mãos o poder de decidir quem são aqueles que têm o direito de nascer e quem são aqueles que terão a sua vida extirpada antes de verem o brilho da luz para a qual foram chamados?

A Bíblia não chama essas coisas de insanidade, como Einstein o fez. Ela chama de pecado mesmo. O pecado da maldade, da omissão, da indiferença humana. E não se iludam, isso nada tem nada a ver com o Diabo. Aliás, eu penso até que ele está sentado assistindo perplexo e aprendendo como se faz. Depois não venham dizer que Jeremias não avisou.

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