A ressurreição de Jesus

Descida de Jesus ao Hades, Andrea de Bonaiuto, século XIV
mas também por nossa causa, posto que a nós igualmente nos será imputado, a saber, a nós que cremos naquele que ressuscitou dentre os mortos a Jesus, nosso Senhor, o qual foi entregue por causa das nossas transgressões e ressuscitou por causa da nossa justificação. Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; por intermédio de quem obtivermos igualmente acesso, pela fé, a essa graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus. E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; a perseverança, experiência; e a experiência esperança”.Romanos 4.24 a 5.4

Lembra-te de Jesus Cristo, ressuscitado de entre os mortos”. II Timóteo 2.8

Texto se João Wesley Dornellas.

A crucificação e a morte de Jesus
Aquela semana foi a mais trágica da história. Depois de ter entrado triunfalmente em Jerusalém, montado num jumentinho, Jesus viveu dias de angústia e de dor. Indo ao templo, teve que purificá-lo dos vendilhões, aos quais ele condenou com veemência acusando-os de estarem transformando o templo num covil de salteadores.

Ao mesmo tempo os principais dos sacerdotes, Anás e Caifás, seguidos por outros membros do supremo tribunal judeu, o Sinédrio, tentavam por todos os modos condenar Jesus à morte, acusando-o de muitas coisas que, no seu entender, desrespeitavam as tradições e as próprias leis dos judeus. Depois de reunir-se com seus discípulos no cenáculo, Jesus lavou-lhes os pés e reuniu-os em torno da mesa para a refeição pascal. Nela, ele revelou que estava sendo traído e anunciou, uma vez mais, a própria morte. Foram momentos de muita angústia não só para Jesus como para todos os discípulos. Finalmente, entregue por Judas, foi preso. O Sinédrio não tinha poderes para condenar Jesus à morte. Os romanos reservaram para si próprios a pena capital. Para conseguir o respaldo das autoridades romanas, Pilatos e Herodes, acusaram-no de querer ser o rei dos judeus.

Em idas e vindas ao Sinédrio, a Pilatos e a Herodes, o julgamento de Jesus acabou sendo resolvido pelo povo insuflado pelos sacerdotes. Bem que Pilatos estava tentando, talvez por inspiração de sua mulher Cláudia Prócula ou mesmo pelo temor de uma insurreição popular, isentar Jesus. Sua últimas saída acabou se tornando trágica, nada ocorrendo como planejara, isto é, ao tentar dar ao povo o poder de decidir, ele achava que Jesus seria preferido para ser libertado em lugar de Barrabás, um assassino. Pilatos não podia nem de longe imaginar o poder de convencimento dos sacerdotes nem compreender o ódio que eles sentiam por Jesus. O povo escolheu Barrabás para ser salvo e, como consequência , Jesus foi condenado à morte na cruz. Morto, foi sepultado num túmulo de propriedade de José de Arimatéia.

Como prometera diversas vezes, ao terceiro dia ressuscitou. Na madrugada do primeiro dia da semana, mulheres piedosas que estavam sempre ao lado de Jesus puderam certificar-se, conforme os relatos dos quatro evangelistas, de que Jesus vencera a morte. Depois, ele se encontra com os seus discípulos e lhes dá as últimas recomendações.

É preciso ir além do fato histórico
Não se pode relembrar os acontecimentos daquela semana que levaram à condenação e crucificação de Jesus de maneira convencional. Há um antigo hino (HE 141) cuja letra nos diz “enquanto, ó Salvador, teu livro ler, meus olhos vem abrir, pois quero ver, além da mera letra, o que, Senhor, nos revelaste em teu imenso amor”. Muita gente ao ler a Escritura não percebe bem quem é que, na realidade, estava sendo julgado naquela oportunidade. Há um relato histórico, muito bem acompanhado pelos evangelistas, embora algumas partes das narrativas não sejam muito claras e, até, em certos pontos, meio contraditórias. A “leitura” além da letra dos acontecimentos, no entanto, passa certamente por tudo o que está nas páginas da Bíblia, tanto do Antigo, especialmente no livro de Isaías, como em todo o Novo Testamento, principalmente nas cartas paulinas. (continua)

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