A igreja e o mundo II

Regra de ouro, Norman Rockwell
O futuro
Com pequenas proporções de liberdade que possuímos, vemos o futuro diante de nós como um desafio. Como algo que precisa ser construído. O futuro, portanto, poderia ser configurado pelos dois pontos que antecedem uma citação. Os dois pontos da História que esperam a sentença de nossa ação. O teólogo Roger Mehl declara que o futuro está presente e o domínio do Cristo rompe a ordem e a justiça estabelecidas e nos chama a tomar parte na grande renovação da História.

Como cristão de um mundo perdido, somos chamados a examinar nossa atual situação e entregarmos a nossa parcela de contribuição para a reestruturação da sociedade sem Deus. Alguns problemas são colocados diante de nós e clamam por uma definição:

Relativismo teológico
Se não é possível deixar de reconhecer a relatividade na Teologia, necessário é também para o momento a afirmação central da nossa fé em seus pontos básicos.

Ação social e evangelização
Temos que descobrir a fórmula de fazer nossa ação social, a verdadeira evangelização, e de nossa evangelização tantas vezes inoperante, a ação social mais autêntica. A posição cristã é decisivamente diversa de outras tantas que podem dizer lutar por alvos semelhantes.

Secularização mundanizante
Aqui será necessário o equilíbrio que nos leve a reconhecer como processo irreversível e até desejável, a secularização do mundo, sem, contudo, o mundanismo que tantas vezes é confundido como secularização, com a mesma facilidade com que se confunde liberdade e libertinagem.

Sincretismo ecumenizante
O Ecumenismo é uma expressão de fé e esperança cristãs, mas quando realizado em bases idôneas e sérias, que não o confundem com um sincretismo sem qualquer valor positivo para a igreja Na sua totalidade.

Humanismo antropocêntrico
Se precisamos humanizar o sub-homem vítima das infraestruturas anti-humanas, é necessário também que se entenda o humanismo não cristocêntrico como o pior tipo de farisaísmo moderno, colocando o homem como próprio critério superior de verdade; o homem no lugar de Deus.

O passado é o ponto de exclamação. O presente, o imenso ponto de interrogação. E o futuro, os dois pontos, esperando nossa ação decisiva. A tarefa que nos cabe daqui para frente é gigantesca e árdua, mas seremos maus e negligentes, se, pelo menos, não tivermos coragem de dar o primeiro passo. Que a última frase seja, outra vez, a citação de Roger Mehl: o futuro está presente e o domínio do Cristo rompe a ordem e a justiça estabelecidas e nos chama a tomar parte na grande renovação da História.

O imperativo do amor não nos deixa outra escolha.

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