Profetismo, o bíblico e o atual I

Profeta Isaías, Giovanni Battista Tiepolo (1696-1770)
Eu gostaria de tentar fazer uma sequência de reflexões sobre o profetismo, onde se originou, quais eram os preceitos que o levaram a ser criado e o que o fazia ser tão diferente da magia e dos encantamentos dos sacerdotes pagãos. Isso mesmo, precisamos tentar descobrir urgentemente porque todos os povos da antiguidade tinham cartomantes, quiromantes, necromantes, adivinhos, agoureiros, videntes e prognosticadores e só Israel tinha profetas. Faz-se mais do que necessário entender este fenômeno único da história da humanidade e quais são os seus reflexos nos dias de hoje. Fundamentado nessas particularidades tentarei ao máximo fazer com que este ensaio não extrapole a proposta de uma análise franca e honesta deste fenômeno religioso, para que juntos cheguemos a um consenso do que realmente é a profecia e quais são as suas implicações e abrangências na nossa vida.

Antes de tudo, preciso que vocês assistam e reflitam sobre estes dois vídeos.


http://tvbrasil.ebc.com.br/reporterbrasil/video/32069/

Esses vídeos podem não nos dizer exatamente o que é a profecia, mas com muita clareza eles nos dizem o que ela não é. Eliminando de saída esta quiromancia digital travestida de profecia, vamos mergulhar fundo no tempo voltamos três mil anos no passado para analisar as suas raízes e propósitos iniciais.

Após tomar posse da Terra Prometida, os hebreus se organizaram em clãs autônomas, ligadas por leis consensuais e humanitárias, como também por uma religião que poderíamos chamar de monólatra. O conceito de monolatria é diferente de monoteísmo, porque este último crê na existência de um único Deus, enquanto que a monolatria escolhe um para adorar em meio a um panteão. Curioso também é o fato de que esse Deus não possuía um único nome, era invocado segundo conceitos e regionalismos próprios do clã. Se para uns era El Shadday, o Deus Todo Poderoso, para outros era conhecido como El Elion, ou Deus das Alturas, isso apenas para exemplificar. Quando a liberdade desses clãs era ameaçada por povos vizinhos, Deus levantava juízes para livrá-los da escravidão, sendo assim, levantou Débora, Sansão, Gedeão, Otoniel e outros mais que lideraram o povo neste momentos de crise. Passada a crise, a vida voltava ao normal e os juízes às suas atividades comuns.



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