Haiti, ai de ti III

Salmo 44, autor não identificado
Quando falamos da providência de Deus não temos o direito de imaginar que tudo está decidido e predeterminado. Não podemos crer que Deus consulte uma agenda para conferir se a sequência dos acontecimentos está de acordo com a sua vontade. Confiar na providência implica em crer que para cada nova situação existe uma possibilidade criadora e salvadora, e que nenhuma força demoníaca dentro de nós ou à nossa volta pode destruir. Essa é a mais pura essência do metodismo wesleyano: nada está predestinado, nada pode romper o vínculo de amor que existe entre você e Deus. As forças do mal podem destruir todas as flores, mas jamais poderão impedir que a primavera chegue, dizia Che Guevara. 
No texto citado de Romanos 8 Paulo diz claramente que as únicas coisas que podem destruir nossa fé na providência divina são: nossa falta de confiança no amor de Deus; o nosso medo da sua ira o nosso ódio à sua presença; a nossa concepção de um Deus tirano, sedento vingança e pronto a nos aprisionar num sentimento eterno de pecado e culpa. Não é a profundidade do nosso sofrimento que nos afasta de Deus, é a profundidade da nossa separação de Deus que destrói a nossa fé na providência divina. 
É possuído desse sentimento que o salmista deixa de lado todo questionamento, todo queixume e termina o seu salmo com a única ponderação que lhe resta, com a única reivindicação que ainda lhe é válida. Salva-nos, Senhor, não porque merecemos, não porque somos dignos, não pelo que fizemos ou que deixamos de fazer, mas salva-nos, Senhor, tão simplesmente, por causa da tua benignidade. Por causa do teu amor. (anterior)

Leitura: Salmos 44

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