Incredulidade e fé cega

Martírio de São Tomé na Índia por Rubens
Se eu não vir o sinal dos pregos nas mãos dele, e não tocar ali com o meu dedo, e também se não puser a minha mão no lado dele, não vou crer! João 20.25

Existe uma contrapartida no crer para ver que é a fé cega. É o que acontece quando se coloca o crer acima de qualquer outra coisa. Estamos falando de pessoas que são atraídas para as igrejas que anunciam grande incidência de milagres e a lugares onde há abundante ação do Espírito Santo. O grande duelo que se trava hoje na igreja e na mente de muitos cristãos é entre a busca de dons e a busca do fruto do Espírito.
Certa vez Paulo perguntou aos coríntios: Sabe por que vocês precisam de dons? Porque há doentes entre vocês. Por que essa igreja precisa de libertação? Porque ainda há nelas pessoas escravizadas pelo mal. É preciso que essa igreja tome medidas drásticas (I Co 11). Paulo, na Carta aos Coríntios, não está se referindo apenas aos pecados do cotidiano, mas de incesto, de espoliação, de delitos, de transgressões prescritas na lei dos homens.
Mas a nossa questão é a incredulidade de Tomé. Dito dessa maneira parece que não há defesa nem perdão para ele. Como Tomé poderia caminhar junto com os demais discípulos se lhe faltava um dos três fundamentos. Como poderia ele ter amor e esperança se lhe faltava justamente a fé em Jesus? Por outro lado, algumas outras incredulidades foram exaltadas na Bíblia, como foi o caso dos habitantes da cidade de Beréia, que não somente duvidaram do que Paulo e Silas anunciavam acerca de Jesus, como foram verificar nas Escrituras se havia respaldo para o que eles diziam. Os bereanos, ao contrário de Tomé, são exaltados pela sua incredulidade, porque o seu exemplo ainda serve para nos ensinar que não devemos acreditar em tudo o que dizem ser mandamento de Jesus e ação do Espírito Santo.
Já passou da hora de se dar um basta nesta situação. Eu vejo a igreja mergulhada de cabeça na defesa do clima e do meio ambiente, execrando a palavra profética de alguns cientistas sérios que consideram isso tudo uma grande farsa. Enquanto isso, o clima dentro da igreja não é nada animador, e o seu meio ambiente é a lama onde seus pastores a estão chafurdando. Surpreendo-me em ver que ainda há entre nós aqueles que acreditam que os governos tomarão iniciativas coercitivas, quando eles são os principais beneficiários. A igreja deveria pensar melhor antes de comprar determinadas brigas. Walt Lippman dizia: Quando todos pensam igual, é porque ninguém está pensando. Mas antes dele Jesus já havia dito: Ai de vós quando todos concordarem com o que você diz, porque foram estes que mataram os meus profetas que vieram antes de vós.

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