A principal escolha

Marta e Maria, Jacques Pilliard
Marta, Marta, você está agitada e preocupada com muitas coisas, mas apenas uma é necessária! Maria escolheu a melhor de todas, e esta ninguém vai tomar dela. Jesus Cristo (Lucas 10.41-42)

Texto do reverendo Jonas Rezende.

Se você ler com atenção todo este episódio do Evangelho, vai ver que Jesus denuncia o ativismo nervoso de Marta e enaltece a contemplação extasiada de Maria, em sua visita ao lar de Betânia.

É claro que Cristo valoriza o engajamento político, a vocação para abraçar uma causa, viver e morrer por ela. Ele também age assim. Aliás, todo o trabalho desempenhado com dignidade é valioso aos olhos de Deus. Você quer ver? O lar de Betânia é um bom exemplo. Maria se comporta como uma contemplativa. E Marta é a ativista incansável. O irmão Lázaro se faz o homem que evoca o milagre da Vida. Simão, “o leproso”, pai da família, provavelmente viúvo, é o próprio homem sem importância social ou qualquer destaque mais significativo, mas o coração generoso dele sempre hospedou o Filho do Homem.

Não tenho, então, a menor dúvida de que Cristo valoriza o correto engajamento político, tarefa que cai bem no temperamento de uma mulher como Marta. Mas o Mestre, das longas noites de busca e contemplação, sabe muito bem que o ativismo político não é tudo. Afinal, a própria palavra partido já setoriza a atividade política. Jesus sabe que há um momento em que cada um de nós tem de fazer a sua escolha de dimensão espiritual. E ele está certo de que esta é a atitude mais importante da vida humana.

Assim, o Mestre declara, no lar de Betânia, para sua amiga Marta, completamente atônita, que Maria fez a opção preferencial, e isto ninguém pode revogar.

Afinal, o pedido mais direto de Deus ao homem é expresso de forma profundamente apaixonada:

Filho meu, dê-me o seu coração.


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