O que é MARANATA?

Imagens de Deus, Catarina Tum
Maranata, fórmula aramaica que se encontra no Segundo Testamento (I Cor 16.22), na liturgia eucarística do Didaqué 10.6 e nas Constituições Apostólicas 7.26. A fórmula pode ser interpretada como mãrãn’ ãtã (nosso Senhor veio, está presente) ou como mãrãnã tã (vem, Senhor nosso!). Ambas as traduções são possíveis; a primeira foi geralmente adotada pelos autores eclesiásticos, tais como São Crisóstomo, São Jerônimo e Santo Agostinho) e também pelos lexicógrafos antigos: Hesíquio; Suidas.

Hoje em dia existe certa preferência pela segunda. Aliás, a primeira pode se reduzir facilmente à segunda, considerando-se ãtã como profecia (o Senhor certamente virá!).

Que São Paulo, escrevendo em grego para cristãos de língua grega, tenha usado uma fórmula aramaica, pode ser explicado provavelmente pela suposição de que tal fórmula, seja proveniente de uma comunidade de língua aramaica (provavelmente na Palestina), fazendo parte, talvez, de um hino ou de um formulário litúrgico, ficou conhecida e usada em todas as comunidades cristãs.

A fórmula é uma profissão de fé em Jesus como Senhor e na sua vinda. De que vinda se trata, isso depende da interpretação. No contexto, tanto em I Coríntios como no Didaqué, onde Maranata parece acentuar uma maldição ou imprecação, o sentido Nosso Senhor veio (está presente) é mais óbvio. Aliás, no sentido de maldição Maranata é encontrado também em anátemas judaicos, como em um epitáfio do século V, proveniente de Sálamis: Se alguém sepultar aqui outro cadáver, ao lado de nós dois, preste conta a Deus, e seja “anathema maranathan”.

De outro lado, a interpretação que se faz hoje em dia mais comumente é Maranata, mas como oração breve se uma única frase para implorar a volta de Cristo, tem forte apoio nas palavras de Ap 22.20: Amém! Vem, Senhor Jesus!, o que mais parece a tradução grega de Maranata ou também o contexto da Didaqué, quando há uma referência à parusia: que venha a graça e que êste mundo passe!.

Segundo Hommel, Maranata significariaNosso Senhor é o sinalou “Nosso Senhor é alef e o tau”, a primeira e última letras do alfabeto hebraico; como se pode conferir em Ap 21.6, mas esta opinião nunca teve muita aceitação.


Fonte: Dicionário Enciclopédico da Bíblia, A. Van Den Born,

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