Nenhuma outra criatura I

A besta que emerge do mar, anônimo
A carta que Paulo, o Apóstolo, endereça a Igreja Romana tem sido, através dos séculos, o principal veículo de recondução da Igreja Cristã ao seu sério e verdadeiro propósito no mundo. De imediato podemos citar dois destes momentos que por nos falarem bem de perto, pois tiveram as suas raízes firmemente plantadas neste fecundo solo da mais bem elaborada teologia paulina.

Primeiramente, a Reforma Protestante encabeçada por Martinho Lutero, que nasceu de um dos conceitos mais enfáticos da referida carta: a salvação é pela graça em contrapartida às indulgências cobradas pela igreja para a salvação. Citamos, também, o despertamento Religioso de John Wesley, que foi celebrado no dia 24 deste mês, e que contou com a inspiração de um pequeno trecho destes escritos que marcaram de forma definitiva a vida, não só dos primeiros, mas a de todos os cristãos em todos os tempos e lugares.

Através deste rascunho de ideias, eu gostaria de chamar a atenção dos benevolentes leitores desse nosso blog para os versículos do hino cantado pela igreja primitiva, que encerra o capítulo 8 desta carta: Que diremos, pois, à vista dessas coisas; se Deus é por nós, quem será contra nós? Quem não poupou o seu próprio filho não... nos dará juntamente com ele todas as coisas. . . Quem nos separará do amor de Cristo? Será a tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a mudez, o perigo, a espada?... Porque eu estou bem certo de quem nem a morte nem a vida, nem os anjos nem principados, nem as coisas do mundo presente, nem as que estão por vir nem altura, nem profundidade, NEM NENHUMA OUTRA CRIATURA pode nos separar do amor de Deus manifestado em Cristo Jesus Nosso Senhor.

Esta página que se insinua como uma das mais belas da literatura bíblica, e porque não dizer de toda a literatura universal, mais do que beleza encerra também um grande desafio. O desafio de não permitir que essas coisas comuns à vida humana, tribulação, perseguição, fome etc. concorram para nos separar do amor de Deus. Paulo desafia a igreja a suportá-las pela fé, pois por pior que seja a intensidade com que qualquer uma delas venha a nos atingir, ou ainda, por mais drástica que seja a combinação de todas elas, não podem ter eficácia suficiente para impedir que o amor de Deus seja continuamente manifestado em nós e através de nós.


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