O Espírito do Natal

Portanto, por meio do Filho, Deus resolveu trazer o Universo de volta para si mesmo. Ele trouxe a paz por meio da morte do seu Filho na cruz e assim trouxe de volta para si mesmo todas as coisas, tanto na terra como no céu. Colossenses 1.20
Jeú e Jonadabe, ilustração de Acordar a Torre, janeiro
Leia II Reis 10.15- 27

Já estamos vivendo os preparativos natalinos pelo menos dois meses antes do Natal. Para os shoppings e grandes magazines estamos em pleno Natal e a disputa pelo 13° da gente está cada vez mais acirrada.  Todo esse reboliço nos traz ano após ano a mesma pergunta: Será que esse tão propagado, antecipado e financiado Espírito do Natal realmente tem poder para mudar as circunstâncias e as pessoas? Antes de respondermos a isso, será que existe de fato um Espírito de Natal? Será que existe mesmo algo que nessa época do ano transforma para melhor a atmosfera em que vivemos, ou é apenas mais um mito que se criou em torno da expectativa de um Natal e um novo ano que mudará para sempre o rumo das nossas vidas? Para darmos qualquer resposta a essa pergunta precisamos analisar os prós e os contras, ou seja: as coisas que apontam este sentido e as que indicam um sentido contrário. Penso que a leitura de II Reis 10.15-27 pode servir muito bem como exemplo do que é um contra, uma negação do clima de Natal que se pretende com toda esta preparação.

Vamos recapitular este instigante texto bíblico: Esta é a história de uma iniciativa de paz que entre dois grupos de pessoas que se estabelece com a finalidade de tramar a erradicação de um terceiro grupo. Jeú, um soldado de caráter violento que se tornara rei de Israel pela força, queria solidificar um tratado de paz que fizera com Jonadabe, chefe de uma tribo de costumes austeros e primitivos, num encontro que poderíamos chamar de “coração sincero circunstancial”. Resolveram entre si que doravante iriam viver bem e em comum acordo, contanto que para isso que juntos fizessem alguém se dar muito mal. Pode parecer uma associação estranha aos olhos da modernidade, mas imagino que algo bem parecido acontece atualmente no Oriente Médio. Para que houvesse paz entre árabes e israelenses, os palestinos precisariam deixar de existir, ou simplesmente sumir do mapa. Entretanto, não há como comparar estas duas situações, porque não se pode julgar o episódio bíblico do passado distante a partir dos valores cristãos do século XXI. Existe uma defasagem de pelo menos 2.700 anos de civilização entre nós e eles. No entanto, por mais que se releve os critérios vigentes na época, ainda assim é uma cena terrível, dramática e lamentável.

Jeú, sob o falso pretexto de realizar um grande culto em louvor a Baal, o maior deus de seus históricos inimigos, os filisteus, manda convidar todos os seus seguidores, intimando-os sob pena de morte a estarem presentes ao culto. Certificando-se de que não há nenhum seguidor do Deus de Israel infiltrado no meio deles e, aproveitando-se do êxtase da adoração que acompanhava o culto a esse deus, manda matar a todos os que ali estavam. Pegando esse gancho que a história nos oferece eu chamo a atenção de vocês para uma associação um tanto bizarra, que vai tentar trazer o clima do texto bíblico para a situação atual, tendo como pano de fundo a expectativa do Natal.




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