Ressurreição

Ressurreição, AccasFilm
Então elas saíram e fugiram do túmulo, apavoradas e tremendo. E não contaram nada a ninguém porque estavam com muito medo. Marcos 16.1-8

Texto baseado em sermão do reverendo Garrison especialmente para mim, hoje.

Posso lhes fazer umas perguntas pessoais? Qual é o objetivo de sua vida? O que impede você de ser a pessoa que sempre procurou ser? Quem impede você de fazer aquilo que sempre quis fazer? O que é ou quem é que lhe impossibilita: uma situação ou alguma pessoa? É um impedimento físico? Alguma circunstância decidindo por você? O que debilita seu sonho? O que enfraquece sua coragem?

Agora me permita ir um pouco mais fundo. Você algum dia pensou que poderia ser diferente? Algum dia no futuro você projetou outra vida diferente da que está vivendo hoje? Existe de fato alguma esperança para que este embaraço desapareça? Existe mesmo alguma abertura nestes obstáculos ou você está condenado a viver a vida que tem vivido para sempre? Não há esperança alguma sequer?

Estas questões nos ajudam muito a entender o moral dos seguidores de Jesus após a sua crucificação. Era um dia difícil para todos eles. É impossível para alguém hoje perceber a extensão do desânimo e do desespero deles. Não viam qualquer saída. As suas vidas acabaram mesmo depois que Jesus morreu.

Todos sabemos que a vida tem limitações, e a maior delas é justamente a morte. Aquela cruz significava o pior que a humanidade poderia fazer com o melhor homem de toda a história. Aquela cruz excruciante tinha acabado com a vida mais abundante e mais abençoada que o mundo jamais conheceu. E que fez isso? Foi a morte. A morte em conspiração com a maldade humana tinha acabado com o maior amor que já existiu entre nós. E se isso pôde acontecer ao seu Mestre, se isso aconteceu com o Messias, então que esperança teriam eles? O sonho do Reino de Deus para eles havia acabado de acabar. O que se passava no coração daquelas pessoas, não somente dos discípulos, mas de todo mundo? A fúria contra o que os homens tinham feito contra Jesus Cristo. O remorso das suas consciências pela sua própria covardia, pois todos fugiram, especialmente Pedro. A consternação que eles tinham contra Deus que tinha permitido acontecer isso. Deus poderia ter evitado? Então por que Cristo morreu?

Tudo isso martela implacavelmente a consciência de todos os seus seguidores. Eles o tinham amado, agora perderam tudo. As dúvidas logo surgiram: ele é o Messias ou não? Não era ele quem iria redimir Israel? Não era ele quem iria trazer o Reino de Deus até nós? As velhas questões e os velhos medos tinham voltado repentinamente para encher o vaso de esperança que tinha deixado o Senhor crucificado.

Não há como não se apiedar deles. Eram os três dias mais tristes de suas vidas. Seus corações doíam com amarga angústia e seus corpos sofriam com a aflição da morte do Senhor. Realmente chegara o fim. Não havia mais nada a fazer, senão providenciar um enterro digno e imaginar aquilo que poderia ter sido, mas não foi. Este é o nosso texto bíblico de hoje. Algumas das mulheres que o seguiam, domingo bem cedo foram a sepultura e no caminho diziam:
— Quem vai tirar para nós a pedra que fecha a entrada do túmulo? Quem mesmo? Os discípulos fugiram. Os soldados romanos?

Aquela pedra nos faz lembrar as barreiras insuperáveis da vida, e todo mundo as tem. Claro que tem. Então me deixem perguntar: Quais são as suas? É uma situação que você prefere não enfrentar? É uma pessoa que você não consegue amar? Talvez um inimigo? Qual é a barreira que não permite que você seja a pessoa que sempre desejou ser? É um problema que não tem solução? É um vício? Uma falha de caráter?

Existem muitas coisas na nossa vida que temos a certeza que nunca iremos resolver. Elas ficam numa berlinda. Nós não mexemos com elas. Existem coisas que simplesmente não se desfazem. Vocês já pensaram assim? (continua)

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