Descobertas arqueológicas

Foto surrealísta premiada, circulou na Net como prova da existência de gigantes
Juntamente com o crescimento das redes sociais, cresceu também a informação. Hoje se divulga uma simples receita de bolo com ênfase igual ou maior que uma grande descoberta científica. Mas isso, até então, tem um custo bem elevado, porque nem sempre a receita funciona, como também a descoberta pode não ser tão científica quanto a notícia tenta nos fazer crer.

Eu queria trazer essa discussão para dentro da igreja, e considerar o grande número de descobertas arqueológicas que surgem com a finalidade precípua de corroborar ou de desacreditar a Bíblia. De tempos em tempos, e isso já acontece há muito tempo, surgem pessoas com fragmentos de papiros milenares, ferramentas ou armas usadas pelos hebreus na conquista de Canaã, pedaços da arca de Noé, e até mesmo livros completos que montam há 2000 a.C. ou ainda mais antigos. Parece que causa uma euforia nas comunidades cristãs quando alguns desses achados vem autenticar a historicidade do texto bíblico. No sentido oposto, provoca ojeriza imediata, quando se revela algo que vai no sentido contrário ao que a Bíblia aponta.

Como ficamos nós, os cristãos preocupados com sã doutrina e motivadores do livre e crescente acesso à educação cristã? O que essas novidades podem nos acrescentar ou nos subtrair? No terreno da fé, em ambos casos, absolutamente nada! Estes elementos servem sim para nos colocar em alerta máximo, porque de mãos dadas com essas notícias vêm também três tipos bem perniciosos de oportunistas.

O primeiro tipo é aquele que está querendo defender a Bíblia contra a ciência, o ateísmo e até contra a razão. Esses são os colecionadores de curiosidades bíblicas. Eles sabem quantas vezes está escrito a palavra amor na Bíblia, qual é o maior versículo que ela contém ou o nome do pai de Sansão. Esses são os mais influenciáveis pelas novidades. São eles que costumam passar informações completamente desvinculadas do contexto e da mensagem bíblica. Tudo o que aprenderam na Escola Dominical não tem mais validade, o que interessa a eles é sempre o novo, o que ninguém falou anteriormente. Sobre esse assunto, ouçam o que nos diz o rev. Ed Rene Kivits: se a tua teologia é inédita, é heresia.

O segundo tipo é aquele que quer ganhar algum dinheiro com a sua novidade. Nunca faltaram aqueles que lançam verdadeiros best-sellers para provar que Jesus se casou de fato com Maria Madalena, para nos dizer que os hebreus nunca estiveram no Egito ou que os darwinianos provaram definitivamente que a narrativa bíblica da criação não passa de um mito. Esse é um tipo mais perigoso, porque ele sozinho pode fazer a fé de uma multidão balançar. A partir do contato com eles as pessoas começam a ler a Bíblia com seleção e desconfiança, procurando o que é e o que não é inspirado por Deus.  

Quando a Bíblia diz que o temor ao Senhor é o princípio da sabedoria, colocamos o nosso pensamento na sabedoria que vem do alto, a sabedoria do Espírito, mas não estendemos esse conceito à sabedoria acadêmica. Nancy Pearcey, no seu livro Verdade Absoluta, que é imperdível, diz: A única realidade auto-existente é Deus, e tudo o mais depende dele para sua origem e existência contínua. Nada existe separado da sua vontade; nada está fora do escopo dos pontos decisivos centrais na história bíblica: a criação, a queda e a redenção.

Mas o terceiro tipo é o mais devastador de todos. É aquele que usa a novidade para se autoproclamar como escolhido de Deus para nos trazer uma verdade jamais antes revelada. Ele pretende dividir a história da salvação em duas fases: antes da sua revelação, e depois dela. Esses que se intitulam apóstolos, profetas e outros títulos megalomaníacos, são as piores pragas que a pós modernidade produziu. São esses os que se introduzem pelas casas e conquistam mulheres instáveis sobrecarregadas de pecados, as quais se deixam levar por toda espécie de desejos. É o que Paulo fala deles em II Tm.

Para uma orientação segura do nosso viver em Cristo, as verdades bíblicas têm que ser levadas em conta a partir de duas premissas importantes: para os que verdadeiramente creem, nenhuma prova se fará necessária. Para os não creem, nenhuma prova será suficiente.

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