A justiça cura a ansiedade

Ao sol, autor não identificado.
Busquem, pois, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas as demais coisas lhes serão acrescentadas. Jesus Cristo (Mateus 6.33)

Texto do rev. Jonas Rezende.

No chamado Sermão da Montanha, quando Jesus apresenta o seu conhecido projeto — o projeto de Deus — para um mundo melhor, entre tantos caminhos apontados, há esta exigência ética que compele o homem a firmar um compromisso com a justiça. Não se trata, certamente, do legalismo dos fariseus de todos os tempos nem mesmo da justiça vendada do nosso Direito. O Cristo nos fala, no Evangelho como um todo, da justiça ditada pelo amor; endossa a afirmação do Eclesiastes atribuída a Salomão: “Não sejas excessivamente justo.” Afinal, como os latinos intuíram: “O sumo direito é suma injustiça.”

Apenas o amor cria condições para respeitarmos os que nos cercam e desenvolvemos uma ética contextual ou ética de situação. Isto é, avaliarmos cada ato em seu contexto específico, sem generalizar regras que violentem o ser humano em nome da justiça.

E possível traçar, como você verá se ler esta parte da mensagem de Jesus, uma relação entre a ansiedade e a injustiça. O Mestre nos previne, com beleza poética e profundidade, para que não andemos ansiosos pela vida e com o vestuário. Ele diz: “Olhem as aves do céu; não semeiam, não colhem nem ajuntam em celeiros, mas o Pai celeste as sustenta... Vejam como crescem os lírios do campo; eles não trabalham riem fiam, mas eu lhes digo que nem Salomão, em toda a sua glória, se vestiu como qualquer deles... Busquem, pois, em primeiro lugar o reino de Deus e a sua justiça e todas as demais coisas lhes serão acrescentadas.”

A ansiedade é superada por uma vida justa que nos proporciona a verdadeira paz. Maeterlinck pode acrescentar:

“E esta paz é tanto mais profunda
quanto mais a razão cede seus direitos ao amor.”


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