Calem-se diante dele

Sacrifício de Isaque, Matthias Stom
O SENHOR está no seu santo Templo; que todos se calem na sua presença. Habacuque 2.20

Numa postagem desta semana, sem qualquer dúvida, a mais polêmica levada a cabo por este blog, que foi a respeito de um assunto que penso eu deveria ser, no âmbito de uma igreja cristã tradicional, a de maior consenso, pois trata-se de um de algo que Deus não poderia ser mais específico e mais incisivo na Bíblia: o seu culto.

Através de xingamentos, tais como o de imbecil e sem noção, recebi repreensões por não demonstrar o mínimo de amor cristão em minhas palavras, como também por denúncias de tentar cercear a liberdade que cada um tem por conta da direção do Espírito Santo. Por outras tantas vezes fui advertido pela declaração pública, quando o amor cristão reivindica que trato em particular em assuntos domésticos da igreja, isso em 99% dos comentários.

Diante do exposto, vejo que não é preciso ser catedrático em Liturgia para inferir que o problema se instalou pela veemência do meu parecer sobre a atual concepção de muitos cristãos que imaginam poder gozar de plena e total liberdade tanto na sua relação íntima com Deus, como nas suas manifestações cúlticas em comunidade. Expressões manifestas através de slogans como: Deus, como eu te amo, Jesus é um fofo, e pedidos de salvas de palmas para Jesus, se tornaram quase que obrigatórias nos momentos de maior enlevo espiritual em nossos cultos, justamente por que elas demonstram o comprometimento definitivo com os atos de louvor e adoração ao nosso Deus.

Outro fato curioso, que reputo estar diretamente relacionado com a minha meditação, foi uma postagem de uma das pessoas pelas quais fui repreendido, que mostra um filme de adulto em um rodopio intenso com um bebê nos braços em uma comunidade anônima, que prestava um culto a uma divindade não especificamente declarada, mas que se supunha ser uma igreja cristã. Essa sim recebeu 99% de aprovação. A única contestação à postagem partiu de ninguém mais do que a minha própria pessoa.

Como sempre faço, vou passar a expor alguns dos preceitos bíblicos dos quais me vali para fazer o que fiz.

Em uma das primeiras advertências que Deus fez a um ser humano sobre a forma de como queria ser adorado foi na controversa passagem do sacrifício de Isaque. Ali Deus demonstrou claramente que não admite ser adorado através de manifestações de louvor comuns às divindades desse mundo. Ele diz a Abraão enquanto lhe segura a mão que portava a adaga: Não é desse jeito que quero ser adorado.

Mais tarde, quando o povo pretendeu institucionalizar o culto a Iahveh, as três primeiras advertências de Deus com relação aos atos em seu culto foram justamente contrárias a ideia de que se pode adorá-lo com total liberdade. Disse ele no Decálogo: Não terás outro Deus diante de mim. Não farás imagem alguma minha para ser adorada. Não tomarás o meu nome em vão. Ou seja, Deus não somente estabeleceu a forma aceitável de adoração, como também disse de que forma ele jamais aceitaria ser adorado. E principal motivo alegado por esta exigência foi exatamente o zelo que ele tem pela sua imagem. Deus é um Deus zeloso para com o seu Nome e para com a forma com que deve ser abordado.

O costume pagão herdado em mais de quatrocentos anos no Egito deveria ser, a partir de então, completamente abolido. Não se pode mais trazer para o culto a Deus concepções válidas em outros cultos sob o pretexto algum. Principalmente aqueles que vêm através de manifestações de cunho pessoal. Não posso jamais adorar a Deus do jeito que eu quero ou do jeito que eu julgo ser mais apropriado. (continua)

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