Quando o inverno chega II

Paulo e Timóteo, autor desconhecido
Paulo pede primeiramente que lhe tragam os rolos e especialmente os pergaminhos. Para mim, uma clara alusão às duas tradições de escritos que dispunha na época: os rolos que representavam o Primeiro Testamento, e os novos escritos sobre a vida e Jesus, inclusive os seus. Escritos que muito provavelmente vieram a compor o que chamamos hoje de Novo Testamento. Enquanto enlevava a sua alma para o emocional, para a contemplação, para o êxtase, ele permite que os livros o puxem para baixo, de volta à razão, de volta à realidade. E qual era a realidade que se apresentava? A preocupação com a pregação fiel e insistente da Palavra de Deus para combater aqueles que não suportam a sã doutrina. É uma luta que não permite descanso, muito menos aposentadoria. Ele precisa dos livros para se manter como um reserva da sã doutrina, atento às más influências de certas modernidades. Os falsos mestres não param de criar, não param de inovar, e a justa medida para combatê-los só pode ser encontrada na Palavra de Deus. Ela é o único parâmetro que guia fielmente a vida do cristão.
O emocional e o racional, como eram importantes para Paulo. Ele dizia aos coríntios: Vou orar com o meu espírito, mas vou orar também com a minha mente; vou cantar com o meu espírito, mas vou cantar também com a minha inteligência. A emoção desvinculada da razão é uma arma poderosa na mão dos manipuladores. E o que Paulo faz aqui é dizer para Timóteo ligar o alerta máximo. Já vi muita gente fazendo cara feia enquanto este é lido texto bíblico, tomando-o para si como um réquiem, mas convenhamos, quem escreve uma carta como essa, mesmo que em tom de despedida, no fundo está pensando mesmo é em ficar ainda muito tempo por aqui. (continua)

Leitura II Timóteo 4

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