Uma coisa puxa a outra III

Cristo e os mercadores por Jacob Jordaens
O terceiro e mais óbvio motivo é o declarado tráfico de mercadorias no templo. O uso da palavra tráfico é ser usado para o comércio de produtos ilícitos, mas o que estava sendo transportado; ali as mercadorias eram legais. Bem, poderia ser legal aos olhos judeus, dos romanos e de quem mais quisesse, mas não era legal aos olhos de Deus. Este ainda não era o mais grave delito de todos. O texto diz que Jesus se revoltou com as idas e vindas dos produtos que estavam sendo vendidos, aos animais que seriam oferecidos em sacrifício entravam por uma porta para serem abatidos e saiam pela outra, voltando assim para as bancas para serem novamente negociados.
Eu sei que muitos ambientalistas e ecologistas aprovariam de imediato este artifício, fundamentados que estão na necessidade da preservação das espécies. Também sou contrário, mas não por este mesmo motivo, mas pela certeza de que Deus não se beneficia em absolutamente nada com esta matança supersticiosa que tem raízes profundas no paganismo. Se o ambientalista for ateu ainda vai dizer: Mas foi Deus quem explicitamente ordenou este absurdo no Primeiro Testamento. Eles nunca levam em conta que o entendimento de Deus só foi se tornar claro a partir do ministério terreno de Jesus, mas, mesmo antes, Deus já havia mandado um sem número de profetas, à custa do sacrifício de muitos deles, banir definitivamente o sacrifício. Alguma semelhança com o “toma lá dá cá”, do “eu faço se tu me abençoares”, do “eu canto louvores se receber por isso”?
Um cabelo na cabeça é pouco, mas na sopa é algo insuportável. Sempre bati na tecla que os assuntos legais da igreja devem ser o mais correto possível, não se permitindo atalhos ou interpretações que visem burlar a legislação. Atualmente corre uma proposta no Congresso para que as igrejas passem a pagar impostos. Sou totalmente favorável a ela, pois se queremos um país justo, essa justiça tem que nos afetar também. Na minha própria casa ou nos meus negócios particulares até arriscaria a tentar alguns artifícios, mas na casa de Deus, o mínimo fio de cabelo que reproduziu de alguma forma qualquer falcatruas foi condenado pelo chicote de Jesus, e, para desespero de algumas igrejas continuará sendo eternamente insuportável. (anterior)

Leitura: Marcos 11.11-26

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