Jornada Mundial da Juventude I

JMJ em Manila, 1995
Criada em 1986 pelo Papa João Paulo II, a JMJ, segundo palavras do seu criador, tem por finalidade fazer Jesus Cristo voltar a ocupar o centro da fé e da vida de cada jovem, para que Jesus se torne um ponto de referência constante e a verdadeira luz de todas as iniciativas e compromissos de cada nova geração. Um objetivo bastante ambicioso, principalmente para um país onde a Igreja Católica está perdendo fiéis de todas as faixas etárias para igrejas que por não terem uma identidade definida, não tem também compromissos com a geração de jovens atual e muito menos com as vindouras.

A JMJ no Brasil suscitou um misto de alegria e apreensão, visto que não poderia acontecer em um momento político pior da vida desta nação. Momento em que os jovens que estão focados em denunciar a corrupção e o desmando secular dos governos brasileiros, e se deparam com gastos absurdos para a recepção de um Pontífice que tem constantemente sinalizado o despojamento e a humildade como o abre alas do seu ministério papal. Somente a recepção no Palácio Guanabara custou aos cofres públicos cerca de R$ 1.500,00 por pessoa, o que fez dessa simples e curta recepção um evento mais caro do que um Reveilon bocalivre em um hotel cinco estrelas.

Como referência, temos a JMJ realizada em 1995 em Manila, nas Filipinas, quando esta cidade com 1,6 milhões de habitantes abrigou mais de 5 milhões de peregrinos, com um custo bem menor que a simples recepção do Palácio.   

Mas o meu objetivo nesta postagem não é chutar cachorro morto, e sim analisar os primeiros resultados desse que já se tornou o maior e mais diversificado evento cristão em solo brasileiro. O que se pode ver hoje nesta cidade que foi tomada de assalto por jovens de todas as partes do mundo?

1-   Um sorriso contagiante que traduz melhor que qualquer intérprete a alegria do jovem por ter abraçado a fé em Jesus Cristo. Fazia tempo que eu via este tipo de manifestação somente através das lágrimas de arrependimento e contrição de crianças mal saídas da adolescência, na tentativa de purgar pecados que jamais lhes poderiam ser imputados.
2-   Vejo também o católico brasileiro voltar a ter confiança em um guia espiritual que mais corretamente que grandes teólogos está sabendo interpretar as páginas das Escrituras Sagradas, e romper com as demais tradições papais deste século, na busca da boa, agradável e perfeita vontade de Deus, como exigia na carta aos Romanos o apóstolo de Jesus enviado aos não judeus.
3-   Não poderia deixar de falar do clima ordeiro e sacrificial que sabiamente orienta esta turba santa, que constantemente está em movimento, se deslocando de um lado para o outro, em uma dança que não tem princípio e nem fim.
4-   Vemos também os peregrinos dos mais diversos países e das mais diferentes raças, que envoltos em suas bandeiras exibem com orgulho a sua nacionalidade, orgulho esse que nem as Olimpíadas e nem a Copa do Mundo conseguirão de longe imitar.
5-   Quero falar também da minha inveja por não ser mais jovem e poder, mesmo sendo protestante, participar deste evento, que nitidamente exclui os dinossauros fundamentalistas de um Cristianismo que ainda se prende a usos e costumes, para não dizer que ainda se mascara de falso pudor e piedade.


Seja bem vindo Papa Francisco, que você e o seu exército de jovens cristãos possam mostrar aos nossos governantes que uma nação sabe reconhecer quem quer de fato o seu bem; a todos os governos, que o mundo pode ser governado com sorrisos e solidariedade; que as multidões ainda podem ser atraídas pela Palavra de Deus; que só Jesus pode quebrar as barreiras que existem entre aqueles que nele creem, como também superar as barreiras que existem entre nós e os que não creem como nós. (pretendo, com a permissão de Deus, voltar ao assunto)

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